Mostrar mensagens com a etiqueta Bast. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bast. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de abril de 2008

Bastet / Bast - a Deusa Gata do Nilo

Matéria recorrente nos "comix" e em especial nas histórias de Neil Gaiman, a crença nos Deuses seria o sopro que os mantém eternos. Se é verdade, BAST ou BASTET (a quem é tradicionalmente consagrado o dia de hoje - 15 de Abril) continua tão viva agora como há 5000 anos atrás. Há igrejas modernas dedicadas ao culto dos antigos deuses de Kemet, onde a Deusa Gata é rainha.

Em http://www.per-bast.org/ Stephanie Cass mostra num ensaio o resultado de suas pesquisas sobre Bast, com links para os sites oficiais dos cultos. Em inglês. Por aqui, apenas deixo algumas curiosidades mitológicas...

Durante grande parte da história egípcia, animais vivos associados a deuses foram criados nos templos, onde viviam com mimado luxo. Um crocodilo que representava o deus do Sol, da Terra e da Água descansava no tanque do templo Crocodilópolis. O íbis de Thoth era guardado em Hermópolis. Uma gata que representava uma deusa da alegria e do amor vivia preguiçosamente num templo em Bubastis. E, quando estes animais morriam eram mumificados como seres humanos.

O culto dos animais e da natureza é comum às sociedades primitivas, nas quais o homem é dominado pelo mundo que o cerca e existe graças a ele. Mas, à medida que este homem adquire mais experiência e aprende a enfrentar a natureza, o respeito pelos mistérios naturais diminui ao mesmo tempo que aumenta a valorização das qualidades humanas. Neste momento, os seus deuses passam por um processo de transição de conceitos zoomórficos para antropomórficos, abandonando a forma animal para assumir a forma humana. Foi exactamente o que ocorreu com os egípcios. Algum tempo antes do advento da Primeira Dinastia, o antromorfismo, concepção dos deuses sob forma humana, apareceu na religião egípcia.

Mas a tradição não morre com facilidade e os velhos conceitos religiosos não são substituídos da noite para o dia. Os egípcios incorporaram o antropomorfismo pouco a pouco, fundindo as três ideias da natureza, do animal e do homem. Uma das primeiras divindades que experimentaram esta fusão foi Sekhmet com sua cabeça de leoa.

No Templo de Luxor, cães e gatos viviam em paz. Mas os egípcios não olhavam para eles com olhar indiferente ou compassivo. "Estes seres", diziam eles, "são receptáculos da alma. Não têm necessidade de conhecer os espíritos porque eles são os espíritos."

Eu rodopio e giro
eu me escondo e procuro
brinco e caminho
divertindo-me e gracejando

Minhas oportunidades
de me divertir são infinitas
e o prazer
que isso me dá
me faz ronronar.

Os desafios da vida nunca me detém
pois eu sei como me tornar inteira
brincando.
Bast ou Bastet: é a deusa gata - de Bubastis (cidade do Delta do Nilo), era guardiã das casas, feroz defensora de seus filhos, representando o amor maternal. É também a deusa da música e da dança, protectora de todos os gatos, mas inimiga das serpentes. Filha do Sol, encarna o aspecto pacífico da deusa Sekhmet. Os egípcios parecem ter tido dificuldades para dissociar estas duas divindades e dizem que Bastet e Sekhmet são uma única pessoa com personalidades e características diferentes. A primeira é amável e sossegada, enquanto que a segunda é guerreira implacável. Quando Bastet se enfurecia transformava-se na terrível Sekhmet uma leoa que punha fogo pela garganta. Passada da cólera metamorfoseava-se novamente em gata, reassumindo sua docilidade.

Na sua forma primitiva era representada como uma mulher com cabeça de leoa, que levava numa das suas mãos a cruz ankl, símbolo da vida e na outra, um ceptro. Mais tarde, adopta a iconografia de uma gata. Esta gata aparece então, majestosamente erguida sobre suas patas traseiras e adornada com jóias, ou como uma mulher com cabeça de gata.

Quando se apresenta na forma de gata, esta deusa está ligada à Lua (seu filho Khensu, era o deus da Lua). Quando representada na forma de leoa é associada à luz solar. Bastet também é conhecida como a "Senhora do Leste", enquanto que Sehkmet é a "Senhora do Oeste". Bastet é esposa e irmã do deus Sol e a alma da Isis. Bastet era sempre representada com uma ninhada de gatinhos a seus pés para simbolizar a fertilidade.

O gato, tão amado pelos egípcios, não era apenas um felino ardiloso e inteligente. É também a encarnação de Rá, de Hathor e de Bastet. O templo de Bastet mantinha gatos sagrados que eram embalsamados em grande cerimónia quando morriam. Todo aquele que matasse um gato no Egito recebia sentença de morte. Gatos pretos eram especialmente sagrados a Bast, por isso é muito tê-los em casa. O símbolo do gato preto era utilizado pelos médicos egípcios para anunciar a sua capacidade de cura.

E termino felinamente com gatos dos "tempos modernos":
O GATO E A LUA