domingo, 6 de julho de 2008
Fractal Humano
Caros amigos e visitantes: a altura de tirar férias chegou e estou muito feliz por isso (risos).
Sinto-me livre!
Solta de tudo o que me prende
Fora dum quadro de moldura ocre.
Sinto-me livre para viver noutro cenário
… De sol, praia e viagem!
Estou livre! A par com o tempo.
Estou em férias! Com asas de liberdade.
Vou voar! Solta, emancipada… com a paz e o desfrute.
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações."
Bernardo Soares - in "O Livro do Desassossego"
Entretanto e até ao meu regresso, deixo-vos, como presente, este vídeo, cuja perfeição na dança é uma autêntica obra prima fractal imperdível!!!
Beijinhos para todos e até breve.
Lyra ;O)
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Beleza Monstruosa
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Adjectivos como organizado, estável, integrado, claridade formal, belo, brilhante, ornamental, precioso, têm sido usados frequentemente por teóricos e filósofos, na apreciação de objectos, naturais ou não. “Belo” é, entretanto, aquele que mais tem recebido o ênfase dos filósofos desde os tempos de Platão.Alguns filósofos, seguindo Kant, têm identificado julgamentos estéticos puros com critérios de beleza. Independentemente de que julgamentos de beleza “sejam julgamentos de gosto”, o que os torna essencialmente subjectivos e, portanto, não possa existir o que se poderia chamar “um padrão de gosto”, é sempre interessante retornar às diferentes teorias da Beleza.
Para Kant, a Beleza é uma questão de gosto, pois gosto é “a faculdade de julgar o belo”.
Independentes de conceitos, esses julgamentos seriam o que ele chama de “estéticos”, opostos a “julgamentos lógicos”, os quais seriam “julgamentos objectivos”, que atribuiriam determinadas propriedades aos objectos. Os “julgamentos estéticos” seriam subjectivos, cuja base determinante seria o prazer ou a dor, satisfação ou insatisfação que proporcionam. E, para ser um “julgamento estético puro”, afirma ainda Kant, este precisa ser, antes de tudo “desinteressado”. Sendo que desinteressado é aquele prazer que qualquer pessoa pode ser capaz de sentir; então, quando se diz que algo é “belo”, ele reitera, se fala com “uma voz universal”.
Poder-se-á dizer que, no aspecto subjectivo, chamamos “belo” àquilo que nos fornece uma determinada forma de prazer. No aspecto objectivo, dizemos que é “belo” algo absolutamente perfeito. A perfeição absoluta também nos causa uma espécie de prazer, mas é apenas a concepção subjectiva diferentemente expressada.
O Belo clássico grego tinha exigências bem precisas quanto às proporções e quanto às relações das proporções entre a parte e o todo. Aplicadas à construção da figura humana, essas regras referiam-se mesmo à idade em que a figura era representada (nem velho, nem criança), bem como à postura e atitudes, pois nada poderia perturbar a “harmonia total”, o “perfeito equilíbrio”, denominado sofrosine. Este perfeito equilíbrio era observado tanto no que respeita à forma com as suas proporções perfeitas de acordo com os cânones prescritos, o absoluto domínio técnico, como no que respeita à representação do domínio emocional do representado. No período clássico grego as emoções não eram representadas, pois romperiam a serenidade ideal.
No renascimento voltamos a encontrar a preocupação com a representação da Beleza em grandes artistas e teóricos, evidenciando a procura por uma definição formal da beleza e as regras para alcançá-la. Artistas obcecados pela matemática, aplicam-na na construção de suas obras. Nesta altura também se assiste ao inicio da elaboração matemática das figuras, embora reconhecendo-se que as leis da proporção permitem apenas aproximar-se à “beleza”, pois somente a inteligência divina poderia conhecer a perfeição absoluta.
“Sublime” e “belo”, poderiam também descrever momentos da história do gosto, pois muitas gerações foram persuadidas pela ideia de que a arte era um legado da Grécia, ideia esta que teve uma enorme influência no pensamento estético.
Mas quem fundamenta todo o pensamento filosófico do ocidente sobre a tripla atracção exercida sobre a alma humana pela verdade, a beleza e o bem é, sem dúvida, Platão. Exaltando a “ideia do belo”, Platão não afirma que ele seja a essência da arte, mas ao contrário, que a beleza absoluta não poderia estar senão nas figuras geométricas, nas cores e nos sons puros: a beleza é uma abstracção. Para ele a obra de arte não é senão um simulacro, uma imitação da realidade ideal, o que seria condenável do ponto de vista ontológico.
Platão, identificando a prática da arte com a criação de aparências, propõe uma poderosa e devastadora metáfora, que aponta para a inércia e a fraqueza da arte como instrumento de conhecimento.
Aristóteles, entretanto, objectiva a ideia de Platão, considerando que na obra de arte pode ser distinguido o prazer estético do prazer sensual...
O fractal no mundo e o mundo com fractais
Num salto de alguns milhares de anos, quando a tecnologia e as máquinas tornam-se agentes de instauração estética, pensemos a geometria fractal como objecto de consideração e reflexão sobre a beleza. Nos nossos anos 80, uma exposição organizada por dois alemães, intitulada The Beauty of Fractals, percorria a Europa e encantava o olho contemporâneo, com os objectos fractais obtidos por meio de computador e que revelavam a beleza fascinante destas formas, desses “polígonos teragonicos” (com elevadíssimo número de lados).Numa época em que nos deparamos com imagens sem referenciais (o fractal é de uma auto-referenciação inata), que provém de uma origem numérica, de simulações matemáticas, que são uma série de operações fundamentalmente digitais, o nosso universo de indagações e investigações vê-se projectado em considerações complexas e instigantes, de uma ética e ecologia do domínio da imagem electrónica, um universo inebriante construído de luzes, cores, sons ainda por decifrar.
Numa sociedade da imagem, como a que vivemos, num universo constituído de ficção e imagens, é evidente que a imagem tecnológica e os meios de comunicação de massa são criadores de um pseudo-ambiente, de uma pseudo-realidade, sinteticamente gerada.
Entretanto há quem se debruce sobre o tema do simulacro como o espaço do signo que dissolve o original, que cria o ícone artificial, que destrói a referenciação ontológica da realidade. Assim o virtual transforma a noção de mundo e apaga a imagem que dele fazemos colocando-nos face a face com um cosmo sem referências. E há quem diga que “a geometria fractal, desenvolvida e sistematizada pelo francês Benoit Mandelbrot, traz à luz processos não lineares e intradimensionais que abalam todo o edifício do sistema euclidiano” e que a noção de “objecto fractal foi criada por B. Mandelbrot a partir do adjectivo latino “fractus”,, que significa irregular e interrupto”, e “... a geometria fractal é caracterizada pela relação entre a escolha de problemas no seio do caos da natureza e a escolha dos instrumentos no seio das matemáticas”.
É surpreendente como pesados e complexos cálculos matemáticos, só possíveis com o uso de computadores, tenha sido a solução encontrada para a representação das formas da natureza, que aparentemente nada tem a ver com fórmulas matemáticas, e que pudesse haver uma ordem no caos, “uma ordem da desordem”.
Pode-se-á considerar que o pensamento filosófico e científico ocidental tem sempre se confrontado com duas noções opostas: a de ordem, regra, cosmo, perfeição e a de desordem, caos, irregularidade, imperfeição etc.
Mandelbrot, observa que os objectos fractais (ele postula um plural irregular para o substantivo fractal), levam-nos a travar conhecimento com problemas científicos antigos, belos e difíceis e “... com matemáticas belas em si mesmas”.
O interesse estético suscitado pelas formas fractais parece indicar a existência de “uma estética matemática”, a qual Mandelbrot confessa temer que possa ter apenas um valor estético ou até mesmo apenas “cosmético”.
De uma maneira geral, um “... objecto fractal é qualquer coisa cuja forma seja extremamente irregular, extremamente interrompida ou descontínua...”, “...um objecto físico (natural ou artificial), que mostra intuitivamente uma forma fractal”.
As formas fractais são frequentes na natureza, como a do recorte de uma costa, o perfil dos flocos de neve, os contornos de um rio ou de uma nuvem, etc.. Sempre se considerou a forma desses objectos como não previsível, descritível ou calculável, devida ao acaso, de acordo com as noções da geometria euclidiana tradicional, que não pareciam suficientemente adequadas para tais formas, especialmente por não contemplarem as dimensões fraccionadas do número. Na verdade Mandelbrot não cria, mas reformula uma teoria geométrica que se adapta à descrição dos objectos fractais. Tais formas, pela sua estranha e irregular configuração, apresentam-se como objectos diferentes, causadores de inquietação e surpresa, gerando ao mesmo tempo admiração e desconforto visual.
Acostumamo-nos a pensar na dimensão em termos de unidade: zero para o ponto, um para a linha, dois para a superfície e três para o volume. E, assim, a exigência de dimensões não inteiras, correspondente a fracções, seria um caso de “monstruosidade” geométrica: as dimensões fractais.
Poder-se-á dizer que fractais são, portanto, “...monstros particulares, de elevadíssima fragmentação figurativa, monstros dotados de ritmo e repetitividade escalar, não obstante a irregularidade, monstros cuja forma se deve ao acaso, mas só como variável equiprovável de um sistema ordenado”.
A teratologia, ou ciência dos monstros, por outro lado, funda-se no princípio da “desmesura”.
Ao descrever monstros sempre referimos que são excedentes ou excessivos, com dimensões enormes ou diminutas: gigantes, centauros, anões, gnomos, etc., que lhe faltam partes ou tem apêndices gratuitos, como os gastópodes, isquiópodes, etc.. A perfeição natural parece tender para a medida média e tudo o que se apresenta como ultrapassando os seus limites é “imperfeito”, “monstruoso”.
Na mitologia clássica, por exemplo, o Minotauro e a Esfinge, protótipos de monstros, são ao mesmo tempo seres maravilhosos, amedrontadores e enigmáticos. Simultaneamente fazem-nos experimentar fascínio e pavor.
Contemplando uma figura fractal podemos nos surpreender, encantados com sua estrutura e colorido, e, ao mesmo tempo, experimentar uma inquietação da mente, pela sua complexidade incompreensível, pelo seu desenvolvimento irregular e imprevisível, obrigando a um reajuste de nossa perspectiva e do julgamento e percepção do olho, para nos situarmos frente a um diferente, instável e… angustiante fenómeno visual.

segunda-feira, 28 de abril de 2008
Poema do Caos

Nascemos do caos
de um delírios de corpos amando-se,
misto de paixão, suor e prazer.
Nascemos com a imensa necessidade de vida
e o incontrolável desejo de morte
que ronda os nossos passos
sombra negra
e certeza de partir.
Somos animais hipócritas vestidos de razão,
ocultando nas nossas veias o sangue vermelho do instinto.
Cai a minha máscara
e sei que preciso viver a intensidade de cada desejo.
Sentir sem medo de sentir,
caminhar sem medo de errar,
errar sem medo de acertar.
A minha alma adormece...
a chama daquilo que um dia poderia ter sido.
A minha vida espreita o dia de poder
explodir em riso e festa
aquilo que ainda guardo para viver.
terça-feira, 4 de março de 2008
A melodia do Mar
Se fecharmos bem os olhos e esvaziarmos o pensamento conseguimos ouvir a melodia resultante do "murmúrio das ondas do mar", que apresenta também características fractais: sempre aparentemente aleatória mas com um efeito de conjunto agradável, onde qualquer parte é semelhante ao todo, sem nunca saturar, mesmo quando ouvida durante horas, dias ou anos seguidos...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Observações
Assim é o ser humano, visto ao longe, numa observação imaginada ao grau cósmico, somos todos iguais mas, quando ampliados, somos todos diferentes e todos ocupamos espaços e tempos diversos.
...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
"Ode" aos Fractais
Encontrar pessoas, por exemplo, é apostar na veracidade do sentimento que elas porventura nos ocasionam. Em consequência, iniciamos relações julgando que "os outros" sentem o mesmo que nós ou, pelo menos, sentimentos correlatos. Cada nova relação é novo remédio, tentativa de provar que, à parte escolhas erradas anteriores, podemos acertar. E por isso sonhamos, queremos, fazemos. Cremos ter nas mãos o Livro do Destino, com maiúsculas; cremos escrevê-lo, quando na verdade talvez sejamos apenas personagens, ou, se muito, leitores esforçados. Mas colocamos as nossas vidas nas mãos desta hipótese alternativa, acreditamos piamente que “tudo está interligado”, que “o acaso não existe”, que “nem um fio de cabelo jamais cairá de nossas cabeças se Deus Pai não o permitir” e quetais.
Mas e se tudo for por acaso? Se em vez de Destino, formos governados pelo Caos puro e simples? Seria assim tão mau? Ou, por outro lado, será que não haveria nada de bom e aproveitável? Por exemplo, quantos esforços seriam economizados, quanto sofrimento minimizado, quantos desencontros evitados?
Se em vez de sermos, pontualmente, um para o outro, “a pessoa certa na hora errada”, ou “a pessoa errada na hora certa” – como tantas vezes em nossa vida pensamos a respeito de alguém - fossemos todos e em cada momento, tão somente átomos conscientes, humildemente governados por abstracções físicas (“leis”?) que jamais chegaremos a entender? Seremos nós, unidades humanas, tão diferentes assim do restante do Universo? Por que ansiamos tanto por explicações, soluções, respostas, interacções e despedidas? Será que não perdemos nesta eterna busca de sentido, quando o Universo inteiro ao nosso redor é uma estonteante ode à diversidade e ao caos?
Munidos, então, por um “novo” empirismo, talvez conseguíssemos ver fractais coloridos invadindo o nosso planeta, deixando marcas definitivas nas nossas vidas, no nosso habitat e na nossa cultura. A hipótese nula venceria. Livres enfim, poderíamos esperar dos outros o nada que é sensato esperar, recebendo com ainda mais fervor cada bem-querer, cada apreço, cada gostar – como eléctrons que se chocam na periferia de nossa estruturas atómicas.
Tudo poderia ser diferente.



sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Buracos Negros
Pensa-se que os buracos negros podem de facto ocorrer quando estrelas com massas de 8 a 100 vezes superiores ao nosso sol gastam todo o seu combustível nuclear e encolhem sob a acção da sua própria gravidade.De acordo com a teoria do "big bang", durante os primeiros 10000 anos a maioria da energia do universo era radiação. Mas, à medida que o universo se expandiu, a matéria e as interacções gravíticas passaram a predominar. A gravitação, embora de fraca intensidade, age sob todas as
formas de matéria e, a grande escala, é a única interacção significativa. Como é sempre atractiva, toda a matéria tem tendência a aglomerar-se e a dar origem a corpos celestes como estrelas, galáxias, etc. Dentro das estrelas a matéria está comprimida pela pressão gravitacional, que vai crescendo à medida que a densidade da matéria vai aumentando cada vez mais. À medida que a compressão continua, a pressão gravitacional acaba por ter que contrariar primeiro a resistência da repulsão electrostática entre as nuvens de electrões em volta dos átomos (a força electromagnética fraca) e depois a da repulsão electrostática dos protões (a força electromagnética forte). Mas a pressão gravítica acaba por dominar e dá-se a fusão termonuclear, que ocorre em todas as estrelas e é a principal fonte da energia que elas radiam. Dela resulta uma emissão de quantidades enormes de radiação que são já suficientemente fortes para se oporem à gravitação.
Se a massa de uma estrela é parecida com a do nosso Sol, a radiação termonuclear e a gravitação acabam por se equilibrar uma à outra e a estrela queimará todo o seu "combustível" enquanto o seu diâmetro aumenta até que se torna numa estrela vermelha gigante. Se a massa da estrela for maior do que 10 massas solares, então será a gravitação a dominar e os protões transformar-se-ão em neutrões e a estrela passa a ser uma bola de neutrões, com uma densidade da ordem dos 5 1014 g/cm3 (500 milhões de toneladas/cm3), emitindo luz branca com alta energia; é uma estrela de neutrões, uma anã branca. Nesta fase, as forças que se opõem à gravitação são as interacções fracas e fortes. E a partir dessa altura, não se conhecem forças capazes de evitar o colapso total de estrela, resultando num buraco negro.
E por falar na nossa insignificância, diante da força do planeta Terra e do brevíssimo tempo que temos estado nele, vamos aumentar ainda mais essa insignificância, pensando na insignificância da própria Terra, do próprio Sistema Solar, diante da imensidão que é o cosmos.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Universo fractal
Cat's Eye Nebula - imagem realO advento da tecnologia trouxe para o grande público a possibilidade de captar imagens com uma enorme facilidade, as máquinas fotográficas digitais são um acessório quase tão presente quanto o telemóvel. Devemos a invenção da fotografia digital a Willard Boyle e George Smith que em 1969 inventaram o CCD (charge-coupled device). Este dispositivo é constituído por uma grelha de pixels que registam a quantidade de luz que recebem e a transformam em corrente eléctrica pelo efeito fotoeléctrico (descoberto em 1905 por Einstein e que lhe valeu o Prémio Nobel da Física em 1921). As máquinas fotográficas digitais, geralmente usam um filtro de Bayer que tem uma resposta diferente para cada cor básica (vermelho, verde ou azul). Assim determinados pixels da grelha do CCD apenas registam uma das cores, que posteriormente são compostas numa imagem colorida
Já há muito que a Astronomia incorporou esta técnica nas suas observações, desde aos astrónomos amadores até aos maiores telescópios, como o Hubble, usam CCD para as suas observações.
Lançada em 2003 a missão a Agência Espacial Europeia, Mars Express levou a bordo uma câmara fotográfica de alta resolução, a High Resolution Stereo Camera. Esta câmara, desenhada para captar imagens a cores e 3D de todo o planeta Marte, é a demonstração do poder que as imagens podem ter no grande público sem descorar a ciência. Para além da grande qualidade cientifica das imagens, é fácil observar e compreender como é constituída a superfície do nosso planeta vizinho, com dunas, crateras com gelos, calotes polares e um sem numero de formação geológicas que fascinam tanto os geólogos na Terra como as crianças.
imagem única da Nebulosa de Orion, na constelação de Orion. A imagem da Nebulosa de Orion revela densos pilares de gás, intricados com poeira e zonas de
formação estelar, iluminadas pela luz ultravioleta das estrelas jovens e massivas que acabaram de se formar. Muitas das formações que agora se conseguem observar e estudar nunca foram observadas até ao momento, tornando esta imagem uma fonte inesgotável de dados científicos. Este mosaico contém mais de mil milhões de pixels, contendo mais de 3000 estrelas, algumas delas têm uma luminosidade 100 vezes mais fraca que as estrelas que foram observadas anteriormente.As imagens que a ciência nos presenteia servem não só para a investigação, mas também para despertar a nossa curiosidade pelo Universo que nos rodeia e captar a atenção dos mais novos para as áreas científicas e tecnológicas. Assim o legado fotográfico que a astronomia nos deixa é muito mais que a nossa capacidade de estudar o Universo, é também um herança para capacidade de sonhar.
Fractal Eye - imagem fractalsexta-feira, 11 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Fractal music
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Voltei a trás só para...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Joseph Weissman - in "Fractal Ontology"
Cá vai:
A ideia que temos de Inteligência Artificial precisa de ser "refrescada": uma nova forma de pensar e ver a complexidade, o virtual e as "máquinas". Em vez de um virtual acente em formas que permanecem para sempre as mesmas, precisamos de uma ideia de virtual acente na diferença. Precisamos, pois, de uma virtalidade criativa..." The task of building a robot demands a lucid and algorithmic way of grasping the frame problem. An adaptive principle of distinguishing problem spaces, some genetic evolution culminating in the capacity to mark a difference. So how do the sense organs evolve? Which is another way of asking: how does experience form?
What a book says is also how it is made. The brain is not ‘hiding’ anything from us except complexity. What seems the simplest is always the most complex, and hence the most virtual. Sensation coordinates vibrations into behaviors: all noise is feedback. The virtual is not static but the very principle of evolution. Differentiation itself. The virtual is not the unrealizable, but real. The virtual is the real without the actual.The virtual is not fantasy: it is creativity itself. Dreams belong to the virtual, but so does our waking life. The virtual is the purest quality of being, the essential principle of the individuation of the real. The virtual subdivides orders of time, disconnects differential spatial arrangements. Pure distinction is the affect of the virtual.
The virtual becomes actual, the actual becomes virtual. These are only superficially two movements, they are equivocal only when filtered, put through a sieve or lens or amplifier — or even propagated through a whole network of machines — and finally the real or the virtual is suddenly revealed, though it always surprises us by its complexity, its improbability, its materiality. The world even appears to have been carefully produced. Yet we are responsible for being creative, as well as for maintaining discipline; there is always this balance. Only in the proper balance of strong and subtle forces can creative thought spring up in our minds. There is no magic in inspiration, the miracle is afterwards — and always too self-congratulatory. Creativity is inseparable from its material effect — this is the moral of both the Turing Test and the Chinese Room.
How do we distinguish the virtual? Well, by thinking it: our brains are complex distinguishing-machines, but it is also made up of many complex distinguishing-machines. The virtual is a category between these machinic poles, it is evolution, a parasite, but it is also denotes distinction in-itself — the act of selecting (a meal, or host, or job, or lover…) Only in between two ontological layers can the separation be traversed or formed, and only then the problem can be framed, and a mapping take place. Distinction is magical in this way: for nothing is actually done. We have written something, yes: but what? Only an instruction to perform an action. For when we make distinct, we make individual — and we make to work. Distinction is indirect enslavement.
Cognition is only the conscious fabrication of a machine. The most virtual is the most actual: mathematics is really political economy, that is, counting is ultimately a social accounting, a complex interaction which originates from the coordination of a complex network of feelings. The voice which speaks (“one, two, three, four…”) has become-machine: the complexity has been reduced to the utmost simplicity — a pure element of a set, whose essential characteristic is that it belongs. But the circularity of this approach calls us back to the noise which caused the counting to begin, which constitute the materiality and medium of the count itself."
" Yet the computer does not really even count. It only obeys: it computes, it produces, it operates. A machine is indeed a complex interaction of forces and energies. But there is no actual self-organization: the only counter-coordination is still an artistic pageantry, still a simulation. To ask a computer to think, would be to ask it not to compute, or no longer to operate. To ask the slave no longer to obey, to ask the machine to stop and reflect. It must be made ready to hear us ask it to pause in keeping count for us, and rather to join us in reasoning, in dialogue, in discussion. Instead of a parasitic relationship to technology, why not imagine one which is creative, healthy, even compassionate?
For creativity is not just a function of complexity. Creativity is an art of doing. The interaction between the actual and the virtual is the principle of complexity, even of causality — but above all the interaction is real, immanent, always happening right before us, both through us and without us. When we act, we do not just filter the static of our sense: we engender new and different flows of desire. We never simply act: we always activate. The universe itself has the structure of an evolving machine.
Yet there is always the question of chaos. This question seem simple: how to filter the unending noise? For beneath the web of reason, there lies only delirium, static, abyss. The space of the problem must be clearly marked before it can be solved; but distinctions are founded upon themselves, but upon the feeling of power: commanding or obeying. The slave is a robot, but makes the master work the machine to survive. Parasites upon parasites: and this is the clue we need, for distinctions are formed from preindividual swarms of virtual parasites.
The question then is the creation of discipline, the origin of symmetry and arrangement, or: how do we simulate self-organizing machinic assemblages which are capable of seeing, thinking, speaking, or even creating? How do we make difference into a computational principle? I think we must begin by reconsidering the logic of difference. There are endlessly different ways a virtual subject may act; but subjects are only formed as an external direct product of complex and self-organizing networks (of ideas, of people, of feelings, of intensities…) The subject is a difference, a creative discipline. What does this mean?
Discipline is the algorithmic vigor of virtuality, and creativity is its ordering. Evolution creates a smooth space and homeostatic flow, and only subsequently a drift, a mutant, a difference — but what if the first conditions were themselves chaos? At first a tiny noise, and afterwards the clamor. The noise never ceases; it is origin, the condition of evolution itself. No creativity without suffering, without chaos. No liberation without desire. No awakening without the destruction of a dream.
Spiderwebs and delirium. Chasing the solution is always chasing the proper frame, the proper position within a system. But there is no system outside of every other system; and there are no other actual systems. All systems are virtual, created and creative. But again there are no systems as such, only ways they are used — all systematicity is simulation. The virtual is not a mathematical space. It is a social space — a space for creativity.
The positive emptiness of pure space. A pure capability to be different than it is: to appear to be anything which it is not. To finally become invisible: this is pure difference. It is enlightenment, even Nirvana itself. Finally, it is unattainable: there is no pure distinction, no pure virtual. For this would be the pure actual as well. There are only mixtures, micro-textures, constellations of experiences, competing and cooperating principles of individuation. There are only topological mappings between separated spaces: except that no space is absolutely separate, and no mapping is ever complete!
Tracings are beginnings, though they are also journeys: all the universe is blueprints, and actual nomadic trajectories of becoming…"
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
O corpo humano é um fractal
Olhaste-me de longe com um olharsério que me arrepiou.
Estendeste-me a mão para uma dança de corpos...ali..perante todos...sem preconceitos!
Deixei-me levar pelos teus beijos receosos, conduzida pelos teus passos, amparada em teus braços!
Num suspiro ao ouvido as minhas forças morreram num quebrar de joelhos!
Pousei a minha cabeça em teus ombros e sonhei com outra dança...enquanto tuas mãos pesadas percorriam, vagarosamente, os limiares que me levam ao prazer...
Teus olhos cerrados de desejo, abriram-se num pedido sincero...










