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sábado, 20 de março de 2010

Quero escrever no teu corpo

Quero escrever no teu corpo
Com língua vestida de prazer
Na pele aveludada do sentir
Com lábios de desejo.

Com letrinhas pequenas
Para saborear cada pedaço
Sentir cada gemido
Tocar em todo o teu ser

Com muita pontuação
Para parar em cada encanto
Vivendo cada segundo
Perdida no teu olhar

Quero escrever no teu corpo
Com toda a minha carícia...

Por isso hoje vais deitar-te e vais esperar por mim

não te vais mexer... vais ficar quietinho à espera que eu te toque

e vou tocar

lentamente, vou descobrir cada pedaço do teu corpo
vou esfregar as minhas mãos no teu peito, nas tuas pernas
vou descansar os meus lábios aqui... e depois ali...
vou passar a minha língua na tua pele macia
vou pegar no teu sexo,
com as mãos, com a boca esfomeada
vou sentar-me no teu ventre, à procura do teu desejo
em movimentos lentos,
vou querer as tuas mãos nos meus seios

depois, em ti cavalgarei até me perder

hoje sou eu que dito as regras!

AMO-TE PEDRO!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Há sempre...


Amo-te Pedro!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Loucura


Como me tornei louca?
Aconteceu assim: um dia, muito tempo antes
de muitos deuses terem nascido,
despertei de um sono profundo e notei que todas
as minhas máscaras tinham sido roubadas
- as sete máscaras que eu havia
confeccionado e usado em sete vidas -
e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"

Homens e mulheres riram de mim e alguns
correram para casa, com medo de mim.

E quando cheguei à praça do mercado,
uma criança que tinha trepado ao telhado de uma casa gritou:
"É uma louca!".

Olhei para cima, para vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez a minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava a minha face nua,
e minha alma inflamou-se de amor pelo sol,
e não desejei mais as minhas máscaras.

E, como num transe, gritei:
"Benditos, bendito os ladrões que
roubaram as minhas máscaras!"

Assim me tornei louca.

E encontrei tanto liberdade
como segurança na minha loucura:
a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendida, pois aquele desigual que nos
compreende escraviza alguma coisa em nós…


Fractal mask

Liberdade

Desde a minha adolescência que andava com um pequeno papelinho, na carteira, onde estava escrita uma frase que retirei não sei quando nem de onde:

Sentia que esta frase era a minha "cara".

Hoje, quando descobri que o autor foi Che Guevara, fui procurar o papelinho e não o encontrei...
Onde está essa minha "cara" embuída de Liberdade? Terei eu, entretanto, enlouquecido?