quarta-feira, 2 de abril de 2008
A linguagem do Caos
Desde os primórdios, a curiosidade e a inteligência humanas levaram-nos a procurar padrões naquilo que era aparentemente aleatório. Assim se foi construindo o conhecimento científico, descortinando a ordem que se esconde por detrás dos fenómenos naturais. A Teoria do Caos, ao contrário do que o nome possa sugerir, vem no seguimento dessa busca de um padrão em todo o comportamento irregular.
Podemos entender os fractais a partir da geometria fractal que busca, exactamente, padrões organizados de comportamento dentro de um sistema aparentemente aleatório. São as estruturas de auto-semelhança, quebradas, complexas, estranhas e belas desta geometria que conferem uma certa ordem ao caos, e esta é muitas vezes caracterizada como sendo a linguagem do caos.
O que é nos fascina então neste Caos, que veio destruir as aspirações humanas de ordem universal? É que ele é um velho conhecido do Homem: das suas emoções, das suas atitudes, das suas decisões. Ele representa aquilo que temos de espontâneo, mesmo quando tentamos ser racionais. Ele representa as incertezas de sempre, mesmo quando achamos que temos resposta para tudo. Mas também representa que temos algo a dizer sobre o nosso futuro, que as nossas acções, por insignificantes que pareçam no geral, podem ter um peso fundamental; que o devir não deixou de estar nas nossas mãos. Ele representa o próprio Homem, nunca esquecendo que somos partes semelhantes ao todo original…
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
O Efeito Borboleta
O "Efeito borboleta" é um termo que se refere às condições iniciais dentro da Teoria do Caos.
Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo . O Efeito Borboleta encontra também espaço em qualquer sistema natural, ou seja, em qualquer sistema que seja dinâmico, complexo e adaptativo.

Existe um filme com o nome "The Butterfly Effect" fazendo referência a esta teoria. Trata-se da vida de uma pessoa que volta ao passado para mudar o presente e acorda num futuro diferente. Isto faz-me pensar na máquina do tempo e que aos caminhos escolhidos para cada presente correspondem milhões de possibilidades de futuro.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Reflecções fragmentadas - A Teoria do Caos e o Princípio da Incerteza

Desde os primórdios, a curiosidade e a inteligência humanas levaram-nos a procurar padrões naquilo que era aparentemente aleatório. Assim se foi construindo o conhecimento científico, descortinando a ordem que se esconde por detrás dos fenómenos naturais. A Teoria do Caos, ao contrário do que o nome possa sugerir, vem no seguimento dessa busca de um padrão em todo o comportamento irregular.
O Caos tem também consequências filosóficas drásticas. Durante milhares de anos, muitos cientistas julgaram que, na posse das leis físicas que regem o Universo, seria possível prever o futuro. Hoje, o determinismo é apenas um conceito teórico: nunca possuiremos aparelhos de medida suficientemente poderosos para que os erros experimentais (o ruído, como é costume designar) não influenciem as previsões. A Teoria do Caos e o Princípio de Incerteza de Heisenberg fizeram ruir o positivismo científico e vieram lembrar que a Ciência se baseia sempre em modelos, mas ambos trouxeram novos instrumentos para os aperfeiçoar.
O que é nos fascina então neste Caos, que veio destruir as aspirações humanas de ordem universal? É que ele é um velho conhecido do Homem: das suas emoções, das suas atitudes, das suas decisões. Ele representa aquilo que temos de espontâneo, mesmo quando tentamos ser racionais. Ele representa as incertezas de sempre, mesmo quando achamos que temos resposta para tudo. Mas também representa que temos algo a dizer sobre o nosso futuro, que as nossas acções, por insignificantes que pareçam no geral, podem ter um peso fundamental; que o DEVIR não deixou de estar nas nossas mãos. Ele representa o próprio Homem.
Fractais
"O Caos não tem estátua nem figura e não pode ser imaginado; é um espaço que só pode ser conhecido pelas coisas que nele existem, e ele contém o universo infinito."
(Frances A. Yates)