Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo"
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- Alberto Caeiro, in Máquina do Tempo -
Talvez não haja nenhum outro conceito que atraia tanto a imaginação quanto a ideia de viagem no tempo - a capacidade de viajar para qualquer ponto no passado ou no futuro. O que poderia ser mais fascinante? Poderíamos embarcar na máquina do tempo para voltar e ver os maiores acontecimentos da história e conversar com as pessoas que estavam lá. Quem poderiamos encontrar? Júlio César? Leonardo da Vinci? Mozart? Seria possível voltarmos e encontrarmo-nos connosco próprios, mais jovens, ou avançar e ver qual seria a nossa aparência no futuro... São estas possibilidades que fazem da viagem no tempo o tema de tantos livros e filmes de ficção científica.Acontece que, de algum modo, somos todos viajantes do tempo. Enquanto estamos em frente do computador, a teclar e a clicar no rato, o tempo está a transformar-se. O futuro está constantemente a transformar-se em passado, assim com o presente está a durar apenas um fugaz instante . Tudo o que está a ser feito agora rapidamente vai para o passado, o que significa que continuamos a deslocar-nos no tempo.
As ideias sobre viagens no tempo existem há séculos, mas quando Albert Einstein lançou a sua teoria da relatividade espacial, estabeleceu os fundamentos da possibilidade teórica de viajar no tempo. Como todos nós sabemos, ninguém conseguiu provar uma viagem no tempo, mas também ninguém conseguiu excluir sua possibilidade.
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O tempo é definido como a quarta dimensão do nosso universo. As outras três dimensões são espaciais: norte-sul, leste-oeste, acima-abaixo. O tempo não pode existir sem o espaço e, da mesma forma, o espaço não pode existir sem o tempo. A relação íntima entre o tempo e o espaço chamada-se contínuo espaço-tempo, que significa que todos os eventos que acontecem no universo envolvem, inevitavelmente, tanto o espaço como o tempo.
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De acordo com a teoria da relatividade espacial de Einstein, o tempo desacelera à medida que um objecto se aproxima da volucidade luz. Isto leva muitos cientistas a acreditar que viajar mais rápido do que a velocidade da luz poderia abrir a possibilidade de viajar no tempo, tanto para o passado como para o futuro. O problema é que, acreditando que a velocidade da luz é a velocidade mais alta em que algo pode viajar é, então, improvável que consigamos viajar para o passado. À medida que um objecto se aproxima da velocidade da luz, a sua massa relativística aumenta e torna-se infinita ao atingir aquela velocidade. Acelerar uma massa infinita mais rápido do que isto é impossível, pelo menos até agora.
Enquanto os escritores tiveram grandes ideias de máquinas do tempo ao longo dos anos, ainda não foi construída nenhuma no mundo real. A maioria das teorias de viagem no tempo não se baseia em máquina nenhuma. Em vez disso, a viagem no tempo será feita, provavelmente, por meio de fenómenos espaciais que nos transportarão, instantaneamente, de um ponto no tempo para outro. Estes fenómenos (dos quais falarei noutros posts), com certeza serão:
· buracos negros rotativos
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· Wormholes ou pontes de Einstein-Rosen..
· Wormholes ou pontes de Einstein-Rosen..
· supercordas
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