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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Oceano Fractal


De repente nada à minha volta tem solidez, nada mais tem consistência, eu já não posso falar de coisa alguma como sendo real. Experiência sensorial muito diferente de tudo o que já vivi. Não é a calma ou o alvoroço, não é a fragmentação ou a unidade, não é a serenidade ou a angústia, não são trevas nem luzes, não é o vazio ou o cheio. De repente é o oceano, um oceano fractal, as ondas são formas geométricas, ângulos enormes que se erguem sobre mim e que reflectem e multiplicam as imagens como espelhos. Eu vejo-me por toda parte, aos pedaços, deformada, a pensar, a gritar, a rir, a chorar, fustigada pela ideia insana de que eu já não sei quem sou. E então descubro que o vazio também não existe. E que no lugar dele existo eu. E então vejo que o oceano também não existe. E que no lugar dele existem os outros..., outras …coisas…inenarráveis… É a viagem mais perigosa e mais dolorosa que já empreendi pelos caminhos da minha imaginação. Nunca senti tanto medo, tanta angústia e tanta confusão em toda a minha vida. E de repente passa (será ?!), como uma onda, uma onda das grandes, agora só ouiço o ruído distante dela quebrando-se na beira da praia. Estou ainda em alto-mar? Sim, é aqui que eu vivo e é para o infinito (seja ele o que for) que me dirijo.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Marés de Neptuno

Quando no meu Mar marés altas de anunciam,
num fluxo periódico, sistemático e repetido -
na atracção Universal de corpos celestiais -,
e as águas se elevam e já são braços,
e logo níveas asas liquefeitas,
no esvoaçar incessante de gaivotas,
buscam-se margens, tal amarras.

E do seu centro, abismo, mar imenso, paul escuro,
uma claridade se alteia,
não tenho mais certezas, nem sagradas verdades,
que do imo do verdes das águas, refulgente,
um coração explode, bate desmedido, sente.
E contra forças centrípetas faz de leme
e do frágil sonho o seu remo...
Faial - Açores: a terra que mais amo!

Fotografia de José Henrique de Azevedo (Peter)

terça-feira, 4 de março de 2008

A melodia do Mar


Se fecharmos bem os olhos e esvaziarmos o pensamento conseguimos ouvir a melodia resultante do "murmúrio das ondas do mar", que apresenta também características fractais: sempre aparentemente aleatória mas com um efeito de conjunto agradável, onde qualquer parte é semelhante ao todo, sem nunca saturar, mesmo quando ouvida durante horas, dias ou anos seguidos...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Mar e estupidez

Um dia alguém disse muito sabiamente:

"É GRANDE A VASTIDÃO DO MAR,
MAS É MAIOR A DA ESTUPIDEZ HUMANA"


Voltarei a cada um destes temas brevemente!!!