



A razão tem razões labirinticas que a própria razão desconhece...




A razão tem razões labirinticas que a própria razão desconhece...
Quando o nosso labirinto de pedra se transforma num ramalhete renovado, só nos resta agradecer (a quem?, ou: a quê?) pela maravilhosa sincronia dos encontros. Destrutivos, os encontros: despeço-me sorrindo da parcela de mim que ruiu. Restou algo vago, uma modalidade de… sopro? Talvez: movimento. Germinação.
"Este é o labirinto de Creta. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações, como María Kodama e eu nos perdemos. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações, como María Kodama e eu nos perdemos naquela manhã e continuamos perdidos no tempo, esse outro labirinto. 
“A Meditação Transcendental é um programa simples e natural para a mente, uma marcha espontânea e sem esforço da mente até à sua própria essência ilimitada. Através da Meditação Transcendental, a mente desenvolve o seu potencial de percepção ilimitada, percepção transcendental, Consciência de Unidade – um campo vivo de pura potencialidade, onde todas as possibilidades estão naturalmente à disposição da mente consciente. A mente consciente torna-se consciente da sua própria dignidade ilimitada, da sua essência ilimitada, do seu potencial infinito.
"buddha-eye"
No budismo, desde os tempos muito antigos, a iluminação tem sido chamada de característica fundamental, natureza de Buda ou a Mente. No Zen ela tem sido chamada de não-existência ou nulidade, a mão ou a face do indivíduo. As designações podem até ser diferentes, mas o conteúdo é inteiramente o mesmo...
A correspondência de tudo com tudo, figura emblemática da cultura do porvir que podemos talvez reconhecer como aquilo que resta de sagrado, à medida que este só perdeu seu nome.
O que parecia formar a base inquebrável do nosso universo fende-se, fragmenta-se, recompõe-se.
Antes de alguém estudar o Zen, as montanhas são montanhas e as águas são águas; depois de um primeiro contacto com a verdade Zen, as montanhas já não são montanhas e as águas já não são águas; mas, após a iluminação, as montanhas voltam a ser montanhas e as águas a ser águas.
Tudo é o mesmo e ao mesmo tempo não é o mesmo. É diferente e não é diferente.
deveríamos nos abrir para uma nova maneira de produzir sentido, mais incerta e mais livre.
Qual é o som de uma só mão a bater palmas?
aquilo a partir do qual um sistema se constrói, aquilo que é, assim, anterior, posterior, exterior ao sistema simbólico, e que talvez o sustente do começo ao fim, não pode encontrar sentido num sistema simbólico, a não ser para designá-lo por palavras que são furos de linguagem, a não ser para significá-lo por imagens ou rituais que se limitam a apontar aquilo que aponta e que, se ele se volta, só encontra vazio.
estruturamos as nossas maneiras de fazer sentido.
Pensa-se que os buracos negros podem de facto ocorrer quando estrelas com massas de 8 a 100 vezes superiores ao nosso sol gastam todo o seu combustível nuclear e encolhem sob a acção da sua própria gravidade.
formas de matéria e, a grande escala, é a única interacção significativa. Como é sempre atractiva, toda a matéria tem tendência a aglomerar-se e a dar origem a corpos celestes como estrelas, galáxias, etc. Dentro das estrelas a matéria está comprimida pela pressão gravitacional, que vai crescendo à medida que a densidade da matéria vai aumentando cada vez mais. À medida que a compressão continua, a pressão gravitacional acaba por ter que contrariar primeiro a resistência da repulsão electrostática entre as nuvens de electrões em volta dos átomos (a força electromagnética fraca) e depois a da repulsão electrostática dos protões (a força electromagnética forte). Mas a pressão gravítica acaba por dominar e dá-se a fusão termonuclear, que ocorre em todas as estrelas e é a principal fonte da energia que elas radiam. Dela resulta uma emissão de quantidades enormes de radiação que são já suficientemente fortes para se oporem à gravitação.
Se a massa de uma estrela é parecida com a do nosso Sol, a radiação termonuclear e a gravitação acabam por se equilibrar uma à outra e a estrela queimará todo o seu "combustível" enquanto o seu diâmetro aumenta até que se torna numa estrela vermelha gigante. Se a massa da estrela for maior do que 10 massas solares, então será a gravitação a dominar e os protões transformar-se-ão em neutrões e a estrela passa a ser uma bola de neutrões, com uma densidade da ordem dos 5 1014 g/cm3 (500 milhões de toneladas/cm3), emitindo luz branca com alta energia; é uma estrela de neutrões, uma anã branca. Nesta fase, as forças que se opõem à gravitação são as interacções fracas e fortes. E a partir dessa altura, não se conhecem forças capazes de evitar o colapso total de estrela, resultando num buraco negro.
E por falar na nossa insignificância, diante da força do planeta Terra e do brevíssimo tempo que temos estado nele, vamos aumentar ainda mais essa insignificância, pensando na insignificância da própria Terra, do próprio Sistema Solar, diante da imensidão que é o cosmos.
"Somente quem tem o caos dentro de si pode dar à luz uma estrela bailarina." (Nietzsche)