quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Labirinticamente...nú

O encontro do labirinto é considerado pelos gnósticos como um símbolo de iniciação. No seu percurso haveria um centro espiritual oculto, uma dissipação de trevas pela luz e o renascimento pessoal. Nesse sentido, a superação seria encontro da verdade.

E como o cérebro também trabalha de forma labirintica a verdade é não sei como nem porquê mas dei por mim a ver estas imagens:



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A razão tem razões labirinticas que a própria razão desconhece...

Labirinto II

Quando o nosso labirinto de pedra se transforma num ramalhete renovado, só nos resta agradecer (a quem?, ou: a quê?) pela maravilhosa sincronia dos encontros. Destrutivos, os encontros: despeço-me sorrindo da parcela de mim que ruiu. Restou algo vago, uma modalidade de… sopro? Talvez: movimento. Germinação.

Descobri há pouco - peço perdão (a quem?, ou: para quê?) por isso - que, clichê dos clichês, nada do que é humano me é estranho. A minha parcela de humanidade arrasta-me; não o impedirei. Nada é digno da minha atenção e do meu esforço além do contacto possível entre os homens. Os homens: por trás de cada olhar há um universo singular e infinitamente móvel. Jamais saberei o que se passa por trás dos olhos de alguém: palavras como certeza e exactidão matam o movimento, tolhem o contacto.

Mas: por trás dos meus olhos há o mesmo, um silêncio cadenciado, uma constância de mortes e renascimentos, um movimento que é motor de si mesmo; germinação. Por trás dos meus olhos há o mesmo: única certeza, fonte de todo reconhecimento possível, único antídoto autentico para a solidão.



Bom dia: acordei.

Labirinto I

O encontro do labirinto é considerado pelos gnósticos como um símbolo de iniciação. Em seu percurso haveria um centro espiritual oculto, uma dissipação de trevas pela luz e o renascimento pessoal. Nesse sentido, a superação seria encontro da verdade ou opus.

"Este é o labirinto de Creta. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações, como María Kodama e eu nos perdemos. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações, como María Kodama e eu nos perdemos naquela manhã e continuamos perdidos no tempo, esse outro labirinto.

Os labirintos são um símbolo de complexidade evidente, não sei porquê sinto-me atraído por eles."
- Jorge Luís Borges -


Há dois labirintos do espírito humano: um respeita à composição do contínuo, o outro à natureza da liberdade; e ambos têm origem no mesmo infinito...
Na sua face escura o labirinto é, pois, infernal, confuso, desintegrador, caótico e sem número: sabiam-no os Maias que no seu calendário, onde deuses e números são uma e a mesma coisa, só às potências infernais não atribuíam número, ou data, relegando-as para os "cinco dias sem nome" do fim do ano. Mas na sua face luminosa (que é a mesma, mas iluminada), o labirinto aparece como um transformador, que revela ao iniciado a figura escondida do mundo, a matriz divina dos números, os ângulos – ou anjos – da sua geometria sagrada.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Jon and Vangelis - I'll Find My Way Home

Que o teu "espírito" encontre o caminho...

À minha gatinha Maria...

In Memorium

Gato que brincas na rua

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

- Fernando Pessoa -

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Meditação

“A Meditação Transcendental é um programa simples e natural para a mente, uma marcha espontânea e sem esforço da mente até à sua própria essência ilimitada. Através da Meditação Transcendental, a mente desenvolve o seu potencial de percepção ilimitada, percepção transcendental, Consciência de Unidade – um campo vivo de pura potencialidade, onde todas as possibilidades estão naturalmente à disposição da mente consciente. A mente consciente torna-se consciente da sua própria dignidade ilimitada, da sua essência ilimitada, do seu potencial infinito.
A Meditação Transcendental fornece um meio para a mente consciente perscrutar toda a amplitude da sua existência – activa e silenciosa, ponto e infinito. Não é um conjunto de crenças, uma filosofia, um estilo de vida nem uma religião. É uma experiência, uma técnica mental que se pratica todos os dias durante 15 ou 20 minutos.”
- Maharishi Mahesh Yogi -

Qual é o som de uma só mão a bater palmas?

"Uma pessoa pode parecer tola e ainda assim não sê-lo. Pode apenas estar a guardar a sua sabedoria com muito cuidado"

"buddha-eye"

No budismo, desde os tempos muito antigos, a iluminação tem sido chamada de característica fundamental, natureza de Buda ou a Mente. No Zen ela tem sido chamada de não-existência ou nulidade, a mão ou a face do indivíduo. As designações podem até ser diferentes, mas o conteúdo é inteiramente o mesmo...
A correspondência de tudo com tudo, figura emblemática da cultura do porvir que podemos talvez reconhecer como aquilo que resta de sagrado, à medida que este só perdeu seu nome.
O que parecia formar a base inquebrável do nosso universo fende-se, fragmenta-se, recompõe-se.

Antes de alguém estudar o Zen, as montanhas são montanhas e as águas são águas; depois de um primeiro contacto com a verdade Zen, as montanhas já não são montanhas e as águas já não são águas; mas, após a iluminação, as montanhas voltam a ser montanhas e as águas a ser águas.
Tudo é o mesmo e ao mesmo tempo não é o mesmo. É diferente e não é diferente.
deveríamos nos abrir para uma nova maneira de produzir sentido, mais incerta e mais livre.

Qual é o som de uma só mão a bater palmas?

aquilo a partir do qual um sistema se constrói, aquilo que é, assim, anterior, posterior, exterior ao sistema simbólico, e que talvez o sustente do começo ao fim, não pode encontrar sentido num sistema simbólico, a não ser para designá-lo por palavras que são furos de linguagem, a não ser para significá-lo por imagens ou rituais que se limitam a apontar aquilo que aponta e que, se ele se volta, só encontra vazio.

Qual é o som de uma só mão a bater palmas?

o sentido não é outra coisa senão uma colocação em correspondência

Qual é o som de uma só mão a bater palmas?

todas as fontes do sentido e da identidade são e serão cada vez mais, no futuro, carregadas num processo de mutação do qual ninguém conhece o sentido e a finalidade global.

Qual é o som de uma só mão a bater palmas?

não conhecemos em absoluto a extensão indeterminada, e talvez infinita, dos sistemas viáveis que ainda não foram experimentados pela humanidade. E seria muito bem possível que a humanidade não estivesse senão no começo de sua experimentação daquilo que pode fazer sentido de maneira viável.

Qual é o som de uma só mão a bater palmas?

a situação contemporânea exige de nós um esforço para compreender o que está a acontecer, para além de nossos preconceitos, para além dos limites, que nos são impostos pela cultura particular no seio da qual estruturamos as nossas maneiras de fazer sentido.

Qual é o som de uma só mão a bater palmas?

Essa experimentação, essa exploração de tudo o que pode permitir fazer sentido é fractal...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Os homens são mesmo assim...eheheh

ASSIM SÃO OS HOMENS

Desculpem mas não resisti!!!
Deve ser mesmo por ser segunda-feira...iehhhrrrrgggg

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Buracos Negros

O ser humano não se conforma com a sua insignificância, por isso vai tentando descobrir tudo o que existe "mais além". Nessa curiosidade incessante, vamos fotografando, com filtros ou não, belezas como este buraco negro:
Pensa-se que os buracos negros podem de facto ocorrer quando estrelas com massas de 8 a 100 vezes superiores ao nosso sol gastam todo o seu combustível nuclear e encolhem sob a acção da sua própria gravidade.

De acordo com a teoria do "big bang", durante os primeiros 10000 anos a maioria da energia do universo era radiação. Mas, à medida que o universo se expandiu, a matéria e as interacções gravíticas passaram a predominar. A gravitação, embora de fraca intensidade, age sob todas as formas de matéria e, a grande escala, é a única interacção significativa. Como é sempre atractiva, toda a matéria tem tendência a aglomerar-se e a dar origem a corpos celestes como estrelas, galáxias, etc. Dentro das estrelas a matéria está comprimida pela pressão gravitacional, que vai crescendo à medida que a densidade da matéria vai aumentando cada vez mais. À medida que a compressão continua, a pressão gravitacional acaba por ter que contrariar primeiro a resistência da repulsão electrostática entre as nuvens de electrões em volta dos átomos (a força electromagnética fraca) e depois a da repulsão electrostática dos protões (a força electromagnética forte). Mas a pressão gravítica acaba por dominar e dá-se a fusão termonuclear, que ocorre em todas as estrelas e é a principal fonte da energia que elas radiam. Dela resulta uma emissão de quantidades enormes de radiação que são já suficientemente fortes para se oporem à gravitação.

Se a massa de uma estrela é parecida com a do nosso Sol, a radiação termonuclear e a gravitação acabam por se equilibrar uma à outra e a estrela queimará todo o seu "combustível" enquanto o seu diâmetro aumenta até que se torna numa estrela vermelha gigante. Se a massa da estrela for maior do que 10 massas solares, então será a gravitação a dominar e os protões transformar-se-ão em neutrões e a estrela passa a ser uma bola de neutrões, com uma densidade da ordem dos 5 1014 g/cm3 (500 milhões de toneladas/cm3), emitindo luz branca com alta energia; é uma estrela de neutrões, uma anã branca. Nesta fase, as forças que se opõem à gravitação são as interacções fracas e fortes. E a partir dessa altura, não se conhecem forças capazes de evitar o colapso total de estrela, resultando num buraco negro.
E por falar na nossa insignificância, diante da força do planeta Terra e do brevíssimo tempo que temos estado nele, vamos aumentar ainda mais essa insignificância, pensando na insignificância da própria Terra, do próprio Sistema Solar, diante da imensidão que é o cosmos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Vangelis - Heaven & Hell - Cosmos

"Somente quem tem o caos dentro de si pode dar à luz uma estrela bailarina." (Nietzsche)